Duas perguntas antes de qualquer número
A primeira é qual cargo. O teto legal de um deputado estadual e o de um deputado federal diferem por mais de duas vezes, e nenhum dos dois se parece com o de uma campanha municipal.
A segunda é qual sistema. Prefeito, governador, senador e presidente são eleitos por maioria: vence quem tem mais voto, e voto concentrado num bairro vale o mesmo que espalhado. Vereador, deputado estadual e deputado federal são eleitos pelo sistema proporcional, em que o desempenho da legenda inteira decide quantas vagas existem antes de decidir quem as ocupa.
Isso não é detalhe de manual. Muda onde faz sentido gastar: concentrar esforço em poucos redutos é estratégia sensata no proporcional e desperdício no majoritário.
Escolha o seu cargo
Cada guia traz o teto do cargo, o que puxa o custo para cima naquela disputa e onde dá para economizar sem perder voto:
- Vereador — proporcional, municipal, o maior número de candidatos por vaga
- Prefeito — majoritário, municipal, com segundo turno acima de 200 mil eleitores
- Deputado estadual — proporcional, estadual, disputa de reduto
- Deputado federal — proporcional, estadual, escala maior e teto maior
- Senador — majoritário, estadual inteiro, campanha de nome
- Governador — majoritário, estadual, com tempo de TV e segundo turno
- Presidente — majoritário, país inteiro, outra ordem de grandeza
O calendário decide quando cada conta importa
As eleições brasileiras se alternam de dois em dois anos. As gerais — presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual — acontecem em 2026 e 2030. As municipais — prefeito e vereador — em 2028.
Se você está planejando com antecedência, o ano da sua disputa define quando começar: a montagem da base de uma campanha (identidade, fotografia, mensagem) rende muito mais feita meses antes do que na semana em que o período eleitoral abre.
O que vale para todos os cargos
Os limites das Eleições 2026 foram mantidos nos mesmos valores de 2022, por decisão unânime do TSE, e os valores por cargo e localidade estão na Portaria TSE nº 449/2026. Confirme o número do seu caso antes de fechar orçamento: quem gasta acima do limite paga multa de 100% sobre o excedente.
Dois limites dentro do limite
Além do teto geral, a legislação eleitoral impõe travas por tipo de despesa, e elas surpreendem campanha grande e pequena igualmente:
Nenhum dos dois é negociável, e os dois entram na prestação de contas. Campanha que aluga frota e alimenta equipe sem controlar o percentual descobre o problema quando já não dá para desfazer o contrato.
- Alimentação do pessoal da campanha e dos comitês: até 10% do total contratado
- Aluguel de veículos automotores: até 20% das despesas totais
Perguntas frequentes
Fontes
- TSE — limites de gastos de campanha das Eleições Gerais 2026
- TSE — limites de 2026 mantidos nos valores de 2022
- TSE — prestação de contas das Eleições 2026
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu advogado eleitoral.
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- Quanto custa uma campanha de vereadorNão existe número único — existe uma conta que você consegue fazer. Este guia mostra as partes dela.
- Quanto custa uma campanha de prefeitoA cidade inteira é o seu eleitorado — e isso muda a conta em relação a qualquer campanha proporcional.
- Quanto custa uma campanha de deputado estadualEstado inteiro como território, orçamento apertado e uma decisão que define a campanha: onde concentrar.
- Quanto custa uma campanha de deputado federalMesmo território da campanha estadual, outro patamar de teto e de concorrência.
- Quanto custa uma campanha de senadorEstado inteiro, sistema majoritário e pouquíssimas vagas — a disputa em que reconhecimento vale mais que estrutura.
- Quanto custa uma campanha de governadorA campanha mais estruturada abaixo da presidencial: estado inteiro, segundo turno e máquina de coordenação.
- Quanto custa uma campanha de presidenteA maior operação de comunicação que existe no país, com o único teto que é nacional e único.