Majoritária muda tudo em relação à de vereador
Prefeito é eleito por maioria de votos. Não existe quociente eleitoral, não existe voto de legenda ajudando, e não adianta ser o mais votado de um bairro: é preciso ser o mais votado da cidade.
A consequência prática é que a campanha não pode se concentrar. Ela precisa alcançar todas as regiões do município, inclusive as onde o candidato é desconhecido — e alcançar quem não conhece custa mais do que reforçar quem já apoia.
É por isso que uma campanha de prefeito num município não custa "algumas vezes" a de um vereador da mesma cidade: ela tem outra natureza.
O que puxa o custo para cima
As linhas que pesam mais numa disputa municipal majoritária:
- Cobertura territorial — material e equipe em todos os bairros e na zona rural
- Comitê central e comitês de bairro, com estrutura e pessoal
- Carreata e evento de rua, que consomem transporte, som e combustível
- Produção audiovisual para o horário eleitoral e para redes
- Pesquisa de opinião, que orienta onde investir o resto
- Coordenação e jurídico, com volume de prestação de contas maior
Segundo turno: o orçamento que muita campanha esquece
Municípios com mais de 200 mil eleitores têm segundo turno. Quando ele acontece, a campanha precisa de fôlego para mais um período de disputa, com a atenção da cidade no auge e o adversário concentrando toda a força.
Campanha que gasta tudo até o primeiro turno chega ao segundo sem material e sem equipe. Vale planejar o orçamento em duas partes desde o começo, mesmo que a segunda não seja usada.
O teto e como consultar
O limite de gastos para prefeito é fixado por município a cada eleição municipal — a próxima é em 2028. Ele varia enormemente entre uma cidade pequena e uma capital.
Confirme o valor da sua cidade junto à Justiça Eleitoral antes de planejar. Gasto acima do limite gera multa de 100% do excedente, além de risco ao registro.
Dois limites dentro do limite
Além do teto geral, a legislação eleitoral impõe travas por tipo de despesa, e elas surpreendem campanha grande e pequena igualmente:
Nenhum dos dois é negociável, e os dois entram na prestação de contas. Campanha que aluga frota e alimenta equipe sem controlar o percentual descobre o problema quando já não dá para desfazer o contrato.
- Alimentação do pessoal da campanha e dos comitês: até 10% do total contratado
- Aluguel de veículos automotores: até 20% das despesas totais
Perguntas frequentes
Fontes
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu advogado eleitoral.
Continue por aqui
- Quanto custa uma campanha eleitoralA conta muda por cargo, por estado e por ano. Escolha o seu cargo e veja a conta que é a sua.
- Quanto custa uma campanha de vereadorNão existe número único — existe uma conta que você consegue fazer. Este guia mostra as partes dela.
- Quanto custa uma campanha de governadorA campanha mais estruturada abaixo da presidencial: estado inteiro, segundo turno e máquina de coordenação.
- Agência de marketing políticoCampanha inteira em um fornecedor só — e você acompanha cada etapa da produção sem precisar cobrar ninguém.