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Agência doPolítico

Quanto custa uma campanha de senador

Estado inteiro, sistema majoritário e pouquíssimas vagas — a disputa em que reconhecimento vale mais que estrutura.

O teto varia por estado

Diferente de deputado federal e estadual, que têm limite único no país inteiro, o teto de gastos para senador é definido por estado — e a diferença entre uma unidade da federação pequena e São Paulo é enorme.

Os limites das Eleições 2026 foram mantidos nos mesmos valores de 2022, por decisão unânime do TSE, e os valores por cargo e localidade estão na Portaria TSE nº 449/2026. Confirme o número do seu caso antes de fechar orçamento: quem gasta acima do limite paga multa de 100% sobre o excedente.

Não existe número nacional para citar aqui, e qualquer página que ofereça um está inventando.

Poucas vagas, disputa de nome

O Senado renova um terço ou dois terços das cadeiras a cada eleição. Isso significa uma ou duas vagas por estado — a menor relação vaga/candidato entre todos os cargos, e a disputa em que ser conhecido pesa mais.

Por ser majoritária e estadual, a campanha precisa de presença em todo o estado. Mas, ao contrário da de governador, ela raramente se sustenta em estrutura: sustenta-se em reconhecimento prévio.

Por isso a maior parte das candidaturas competitivas ao Senado vem de quem já exerceu mandato executivo ou parlamentar de destaque. Quem não tem esse patamar precisa comprar reconhecimento — e reconhecimento é a coisa mais cara que uma campanha compra.

Onde o dinheiro vai

Numa campanha ao Senado, o peso se concentra em alcance:

  • Produção audiovisual, que sustenta a presença estadual
  • Mídia digital em escala, com custo crescente na reta final
  • Deslocamento pelo estado, com agenda em várias regiões
  • Coordenação regional e articulação com lideranças locais
  • Material impresso, com peso menor que numa campanha municipal
  • Pesquisa, que aqui orienta principalmente a mensagem

Dois limites dentro do limite

Além do teto geral, a legislação eleitoral impõe travas por tipo de despesa, e elas surpreendem campanha grande e pequena igualmente:

Nenhum dos dois é negociável, e os dois entram na prestação de contas. Campanha que aluga frota e alimenta equipe sem controlar o percentual descobre o problema quando já não dá para desfazer o contrato.

  • Alimentação do pessoal da campanha e dos comitês: até 10% do total contratado
  • Aluguel de veículos automotores: até 20% das despesas totais

Perguntas frequentes

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu advogado eleitoral.

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